Uma questão de escolha

Quando pensamos em banda já imaginamos aqueles shows em estádios lotados, fãs para todos os lados, groupies, roadies, palcos enormes e todo o glamour que um grande evento proporciona. Sim, esse é o sonho de todas as bandas quando iniciam sua carreira, mas nem tudo é esse mar de rosas e sucesso.

Montar uma banda exige dedicação, vontade, inspiração e tudo mais que seja necessário para que um negócio dê certo, um negócio como qualquer outro que todos sonham em ter um dia na vida. É preciso encontrar músicos que queiram tocar a mesma coisa, e que tenham um certo entrosamento.

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 Até aí parece fácil, mas na hora de colocar o pé na estrada não é tão simples assim. Bandas iniciantes querem tocar a todo custo e os contratantes querem a banda tocando para eles, porém, muitas vezes não querem pagar por toda essa dedicação que foi disponibilizada. Ter uma banda significa ter jogo de cintura para encarar o mercado. No início, muita gente aceita tocar de graça pela diversão, para adquirir experiência e pelo prazer de estar no palco, mas chega uma hora em que é preciso um pouco mais de motivação, o cachê. Claro que bandas covers, ou mesmo autorais, mas sem um certo reconhecimento não podem exigir muito, mas é exigir muito que o trabalho realizado seja valorizado? Principalmente na primeira vez em que a banda vai tocar em determinado lugar, o contratante alega que não pode pagar pois não sabe qual será o retorno. Da segunda vez em diante ele até paga, mas paga o que ele acha que deve, e não o real custo de se ter e manter uma banda.

Ensaios, instrumentos, gravações, viagens, tempo, tudo é dinheiro. E a entrada do evento não é gratuita na maioria das vezes. Quase sempre é cobrado um valor conhecido como couvert artístico, mas nem sempre esse valor é integralmente repassado aos músicos. Por essas e outras razões, chega uma hora em que muitos não aceitam mais tocar, e quase sempre são facilmente substituídos por quem aceite tais condições, o que faz com que cresça a concorrência e o mercado fique mais escasso. Mas apesar de todas as barreiras e dificuldades, em quase todos os lugares existe quem queira ver o que uma banda tem pra oferecer, e isso faz com que o esforço seja recompensado independente do cachê conquistado. Para quem se apresenta, estar em cima do palco significa muito mais do que apenas tocar um instrumento. É um momento único, com uma energia única, que faz com que a músicas se tornem as palavras que todos gostaríamos de dizer um dia em alguma ocasião, seja para quem for ou para o que for, independente do estilo escolhido por quem decide começar esse negócio.

Sophia Reis, vocalista da banda cover feminina de Kiss.

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