Irish Pub – A Pirata do Rock

Em 2009 inaugurou o primeiro Pub de Campinas. Trata-se do Grainne’s Irish Pub, um legítimo Pub Irlândes.

É perceptível a influência Irlandesa desde a origem do próprio nome do estabelecimento, até a decoração e estrutura do ambiente.

Grace O’Malley, conhecida como Gráinne, pertencia à nobreza irlandesa.  Ela era uma pirata que comandou um grupo de 200 marinheiros. Morreu aos 73 anos lutando por seus direitos contra seus inimigos irlandeses e ingleses.

Os grandes feitos de Gráinne foram muitos, o suficiente para carregar a honra de “a mais conhecida capitã” e “uma notável mulher de toda a costa irlandesa”. Foi considerada uma Rainha Pirata e lutou pela libertação da Irlanda.

Contudo, Grainne’s, é uma homenagem à Grace O’Malley e o brasão do logotipo carrega a imagem de uma pirata.

Foto: Rafael Ribeiro

Foto: Rafael Ribeiro

A decoração é impecável e segue fielmente a temática Irlandesa. Com a estrutura e os móveis de maneira escura, paredes decoradas com bandeiras e placas de publicidade de vários países europeus, garrafas de cervejas estrangeiras, balcões rústicos para caracterizar os antigos pubs irlandeses, mesa de sinuca, jogo de dados e telões.

Sem se esquecer da grande atração do pub, que é a música ao vivo, no qual o estilo predominante é o rock. O palco é localizado sobre o bar e se instala escondido por trás do espelho. Ao iniciar o show, suspende o espelho automaticamente, deixando a banda à mostra, surpreendendo e agitando o público presente. Há quatro ambientes espaçosos, onde o público pode circular por todas as áreas, sendo algumas mais fechadas e outras a céu aberto.

O som ambiente é recheado de músicas do bom e velho rock’nroll. Diversas bandas covers de rock internacional se apresentam no bar de quarta à sábado. Muitas vezes, bandas do underground brasileiro fazem shows com músicas autorais.

Entre inúmeros covers de bandas consagrados do rock que já passaram pelo palco do Pub, destacam-se Oasis, Guns N’ Roses, Bon Jovi, Foo Fighters, Rolling Stones, ACDC, The Beatles, Queen e Kiss.

Atualmente, em Campinas, é um dos lugares mais indicados para os amantes do rock’nroll.

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Bar do Zé – Ambiente Underground

Em 1999, nasceu o Bar do Zé (BDZ), com o objetivo de oferecer mais rock alternativo à Barão Geraldo, e principalmente, aos estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O ambiente underground é divido por três áreas, uma com mesas e cadeiras típicas de “boteco” é a área principal, uma sala com mesa de sinuca e um outro ambiente com baixa iluminação, onde localiza-se o palco, a cabine do dj e balcões por toda extensão das paredes laterais.

A decoração é uma das características mais marcantes da casa. Quadros, pôsters, cartazes, páginas de jornais e gibis percorrem por todas as paredes da área principal e do banheiro.

A discotecagem é marcada por grandes nomes do rock alternativo. Para a alegria dos roqueiros de Campinas, o BDZ é uma casa que prestigia muitas bandas independentes da cidade e região, já passaram por lá: autoramas, huaska, forgotten boys, violentures, the eternals, rancore, circus boy, lisabi, entre outros. Consta nas programações semanais muitos covers de clássicos do rock, porém há também espaço para o samba-rock e a black music.

Milton de Oliveira, proprietário do Bar do Zé, enfatiza que cada show realizado na casa é o auge da história que se renova permanentemente. Quanto a isso, não resta dúvida, a casa está sempre lotada de roqueiros à procura de música boa e por um ambiente descontraído e diferenciado.

“O Rock é Imortal” Milton de Oliveira

Delta Blues – Sobrevivente do Rock

Vários anos se passaram desde a inauguração do Delta Blues, em julho de 1992. Apesar de algumas mudanças no cenário do Rock em Campinas, a identidade e o público permanecem até hoje, assim como a sua localização. O Delta Blues, talvez, seja um dos últimos bares campineiros especializados em rock/blues. Desde sua fundação, no auge do cenário do rock em campinas, o bar ficou conhecido por ser uma casa que aproximava o público de suas bandas favoritas.

Com sua programação, principalmente, focada em cover e em uma época em que grandes bandas de rock dificilmente inseriam o Brasil em sua turnê, o Delta preenchia esse espaço do povo campineiro com ótimas bandas.

O tempo passou, e hoje, prestes a comemorar 21 anos, se tornou um dos espaços mais tradicionais de Campinas. Não é difícil em uma quinta-feira encontrar a casa lotada após a meia noite.

Para o sócio – proprietário do bar, Alexandre Rodrigues, o que mantém o Delta vivo até hoje, é a carência da cidade por mais lugares do mesmo segmento, “o rock campineiro não acabou, o que faltam são mais casas darem espaço à ele”, diz.

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Foto: Marcelo Cabral

A cerveja com um preço justo, o ambiente considerado por alguns pequeno e o público sempre reunido pelo mesmo propósito, tomar cerveja e ouvir rock, transformaram o ambiente em algo único.

De quinta a sábado sempre à partir das 22 horas, centenas de pessoas se reúnem para ouvir Classical Queen (Queen), Rising Power (AC/DC) e Silverbeatles (Beatles), que são as bandas mensalmente garantidas. Além de cover, o Delta também abre espaço para bandas que tocam músicas autorais.

Espaço Mog

Após o fechamento do Ziriguidum e da Hammer, muitos campineiros de 18 a 22 anos ficaram sem opções de lugares para frequentar e ouvir o bom e velho rock’n’roll. Em 2011, o Espaço Mog surgiu para resgatar os fãs do rock.

A casa chegou com uma proposta exclusiva para a região de Campinas. Ela abre espaço para bandas autorais que possui pouco espaço na mídia, nomes como, Móveis Colônias de Acaju, Tulipa Ruiz, Boss in Drama, Bonde do Role, Cérebro Eletrônico, Garotas Suecas, Vanguart, Marcelo Camelo, Copacabana Club, Céu, Mallu Magalhães, entre outros.

A decoração é bem característica para o público moderno e alternativo, drinks exóticos e as máquinas de fliperama são os grandes diferenciais da casa. O Espaço Mog acomoda cerca de 500 pessoas, onde diversos sofás, puffs e mesas estão dispostas para agregar conforto à casa. O palco é localizado em um ponto estratégico, permitindo ótima visualização de todos os pontos do ambiente.

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Foto: Espaço Mog

A discotecagem é diferenciada, traz nomes de peso na história do rock como, Red Hot Chili Peppers, Arctic Monkeys, Guns ‘n Roses, Blink 182, Nirvana, Offspring, Foo Fighters, Kiss, Queen, entre outros; além de hits dançantes e envolventes da cultura pop como, Katy Perry, Rihanna, Kesha, Adele, Amy Winehouse e muito mais.

Allan Gaigher, dono do Espaço Mog, faz uma comparação entre o cenário de rock que tínhamos na década de 90 em Campinas com os dias atuais:

 Se estivermos falando de rock autoral independente, falta interesse, falta público e, consequentemente, bandas novas. Por algum motivo as pessoas foram perdendo interesse por eventos de rock autoral independente, prefiro acreditar que é algo cíclico e estamos em uma fase de baixa. Não falta nada em questão de estrutura, temos casas com palcos ótimos. Com certeza temos mais casas hoje em dia em quantidade e qualidade do que a 10 ou 20 anos, temos bons estúdios, mais escolas de música, acesso mais fácil a instrumentos e equipamentos. Mas a quantidade de bandas tocando rock autoral independente e pessoas buscando por esse tipo de evento é notavelmente menor. Em contrapartida, hoje em dia temos muitos shows cover de clássicos do rock lotando casas, bares de rock de qualidade em posição de destaque.

Acredito que o rock clássico e internacional está mais presente na noite de Campinas do que nas ultimas décadas. O pessoal só não está valorizando o que é produzido por aqui.