A linha do tempo traz de uma forma geral e sucinta os principais fatos e eventos da história do Rock. Confira essa trajetória marcante que serviu de alicerce para a conclusão do OdisseiaDoRock

linha do tempo

1947 – A união do blues e da música country cria um novo gênero musical.
1950 – Este novo gênero recebe o nome de Rock and roll.
1953 – Elvis surge para o mundo e torna-se o rei do rock.
1959 – O Rock desembarca no Brasil.
1960 – Surge a Jovem Guarda.
1962 – Surge o quarteto musical mais bem-sucedido e aclamado da história do Rock, The Beatles.
1963 – Início da Beatlemania.
1968 – O Rock desenvolve diferentes subgêneros – folk rock, blues rock e o jazz-rock.
1969 – Acontece a primeira edição do festival Woodstock.
1970 – Popularização do Rock.
1980 – Era de Ouro do rock nacional.
1980 – O Heavy Metal e suas vertentes ganham popularidade.
1980 – Acontece a primeira edição do festival Monster of Rock (Inglaterra).
1985 – Acontece a primeira edição do festival Rock In Rio no Brasil.
1985 – Auge do Setor.
1990 – Surge o Grunge, Britpop, Indie e New Metal. Com eles, a modernizaçãoo do rock, misturando ritmos eletrônicos.
1990 – Acontece a primeira edição do festival Wacken na Europa.
1991 – Acontece a primeira edição do Lollapalooza em Chicago.
1993 – Primeira edição do festival Juntatribo, realizado em Campinas com cobertura nacional.
1994 – Primeira edição do festival Monster of Rock (Brasil)
1994 – Primeira edição do festival Juntatribo, realizado em Campinas com cobertura nacional.
1996 – Primeira edição do festival do Ozzyfest nos EUA.
1999 – Primeira edição do festival Coachella.
2000 – Com o pop em alta, o rock vai perdendo aquela grande força na mídia
2004 – Primeira edição do festival Rock In Rio em Portugal.
2012 – Primeira edição do festival Lollapalooza no Brasil.
2013 – Quarta edição do festival Rock In Rio.

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Irish Pub – A Pirata do Rock

Em 2009 inaugurou o primeiro Pub de Campinas. Trata-se do Grainne’s Irish Pub, um legítimo Pub Irlândes.

É perceptível a influência Irlandesa desde a origem do próprio nome do estabelecimento, até a decoração e estrutura do ambiente.

Grace O’Malley, conhecida como Gráinne, pertencia à nobreza irlandesa.  Ela era uma pirata que comandou um grupo de 200 marinheiros. Morreu aos 73 anos lutando por seus direitos contra seus inimigos irlandeses e ingleses.

Os grandes feitos de Gráinne foram muitos, o suficiente para carregar a honra de “a mais conhecida capitã” e “uma notável mulher de toda a costa irlandesa”. Foi considerada uma Rainha Pirata e lutou pela libertação da Irlanda.

Contudo, Grainne’s, é uma homenagem à Grace O’Malley e o brasão do logotipo carrega a imagem de uma pirata.

Foto: Rafael Ribeiro

Foto: Rafael Ribeiro

A decoração é impecável e segue fielmente a temática Irlandesa. Com a estrutura e os móveis de maneira escura, paredes decoradas com bandeiras e placas de publicidade de vários países europeus, garrafas de cervejas estrangeiras, balcões rústicos para caracterizar os antigos pubs irlandeses, mesa de sinuca, jogo de dados e telões.

Sem se esquecer da grande atração do pub, que é a música ao vivo, no qual o estilo predominante é o rock. O palco é localizado sobre o bar e se instala escondido por trás do espelho. Ao iniciar o show, suspende o espelho automaticamente, deixando a banda à mostra, surpreendendo e agitando o público presente. Há quatro ambientes espaçosos, onde o público pode circular por todas as áreas, sendo algumas mais fechadas e outras a céu aberto.

O som ambiente é recheado de músicas do bom e velho rock’nroll. Diversas bandas covers de rock internacional se apresentam no bar de quarta à sábado. Muitas vezes, bandas do underground brasileiro fazem shows com músicas autorais.

Entre inúmeros covers de bandas consagrados do rock que já passaram pelo palco do Pub, destacam-se Oasis, Guns N’ Roses, Bon Jovi, Foo Fighters, Rolling Stones, ACDC, The Beatles, Queen e Kiss.

Atualmente, em Campinas, é um dos lugares mais indicados para os amantes do rock’nroll.

Bar do Zé – Ambiente Underground

Em 1999, nasceu o Bar do Zé (BDZ), com o objetivo de oferecer mais rock alternativo à Barão Geraldo, e principalmente, aos estudantes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O ambiente underground é divido por três áreas, uma com mesas e cadeiras típicas de “boteco” é a área principal, uma sala com mesa de sinuca e um outro ambiente com baixa iluminação, onde localiza-se o palco, a cabine do dj e balcões por toda extensão das paredes laterais.

A decoração é uma das características mais marcantes da casa. Quadros, pôsters, cartazes, páginas de jornais e gibis percorrem por todas as paredes da área principal e do banheiro.

A discotecagem é marcada por grandes nomes do rock alternativo. Para a alegria dos roqueiros de Campinas, o BDZ é uma casa que prestigia muitas bandas independentes da cidade e região, já passaram por lá: autoramas, huaska, forgotten boys, violentures, the eternals, rancore, circus boy, lisabi, entre outros. Consta nas programações semanais muitos covers de clássicos do rock, porém há também espaço para o samba-rock e a black music.

Milton de Oliveira, proprietário do Bar do Zé, enfatiza que cada show realizado na casa é o auge da história que se renova permanentemente. Quanto a isso, não resta dúvida, a casa está sempre lotada de roqueiros à procura de música boa e por um ambiente descontraído e diferenciado.

“O Rock é Imortal” Milton de Oliveira

The Best Guns N’ Roses Cover

The Best Guns N’ Roses Cover formada há 10 anos é considerada a melhor banda cover do Guns N’ Roses.

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Foto: Mirela Bacco

Confira uma entrevista com o Campineiro Bruno Carmo, guitarrista da banda:

Como a banda surgiu?
Surgiu há 10 anos reunindo a galera que estava afim de tocar um som em comum e acabaram dando continuidade até hoje passando por inúmeras formações e trocas de integrantes.

Quais suas maiores influências musicais?

Slash, Jack White, Dimebag Darrel, Zakk Wylde, Angus Young e John Frusciante.

Qual o estilo da banda?

Hard Rock

Quais locais em Campinas a banda já se apresentou?

Hangover, Zirigdum, Hammer (essas já não existem mais) , Mog, Grainnes, Sebastian Bar e Woodstock.

Qual a situação atual da banda?

Estamos na ativa, negociando com casas de show do país inteiro para sempre estar na estrada e tocando.

Qual o futuro que você busca para a banda?

Manter esse pique na estrada o máximo possível.

Como você enxerga o cenário atual do Rock em Campinas?

É um grupo bem pequeno e a maior parte do público não acompanham as bandas e as prestigiam como deveriam.

O que falta na cidade de Campinas em comparação ao cenário que tínhamos na década de 90?

Falta mais vontade do público ouvir uma banda de qualidade. Hoje em dia o pessoal se contenta com qualquer coisa, então o nível cai e com tantas limitações quem sai perdendo é quem gosta da música de verdade.

O bom e velho rock’n’roll está morrendo?

Só para os babacas.

 

 

Delta Blues – Sobrevivente do Rock

Vários anos se passaram desde a inauguração do Delta Blues, em julho de 1992. Apesar de algumas mudanças no cenário do Rock em Campinas, a identidade e o público permanecem até hoje, assim como a sua localização. O Delta Blues, talvez, seja um dos últimos bares campineiros especializados em rock/blues. Desde sua fundação, no auge do cenário do rock em campinas, o bar ficou conhecido por ser uma casa que aproximava o público de suas bandas favoritas.

Com sua programação, principalmente, focada em cover e em uma época em que grandes bandas de rock dificilmente inseriam o Brasil em sua turnê, o Delta preenchia esse espaço do povo campineiro com ótimas bandas.

O tempo passou, e hoje, prestes a comemorar 21 anos, se tornou um dos espaços mais tradicionais de Campinas. Não é difícil em uma quinta-feira encontrar a casa lotada após a meia noite.

Para o sócio – proprietário do bar, Alexandre Rodrigues, o que mantém o Delta vivo até hoje, é a carência da cidade por mais lugares do mesmo segmento, “o rock campineiro não acabou, o que faltam são mais casas darem espaço à ele”, diz.

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Foto: Marcelo Cabral

A cerveja com um preço justo, o ambiente considerado por alguns pequeno e o público sempre reunido pelo mesmo propósito, tomar cerveja e ouvir rock, transformaram o ambiente em algo único.

De quinta a sábado sempre à partir das 22 horas, centenas de pessoas se reúnem para ouvir Classical Queen (Queen), Rising Power (AC/DC) e Silverbeatles (Beatles), que são as bandas mensalmente garantidas. Além de cover, o Delta também abre espaço para bandas que tocam músicas autorais.

Hammer Rock – Ex-reduto de roqueiros

Inaugurado no dia 21 de Julho de 2006, o Hammer Rock Bar foi uma casa de show dedicada exclusivamente aos roqueiros e metaleiros de Campinas.

Além de bandas cover, bandas novas e underground da região, a casa trouxe para a cidade grandes nomes como Blaze Bayley, Grave Digger, MopTop, Muzzarelas, Violentures, Cardiac, Obituary, Exodus, Glória, entre outros.

A casa tinha capacidade para 400 pessoas. O ambiente era formado pelo palco localizado no centro, mesas e cadeiras distribuídas na “pista” e duas mesas de bilhar. Com o local relativamente pequeno, o público sentia-se próximo das bandas, quase uma apresentação vip.

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Foto: AgitoCampinas

Apesar de ter sido considerado o melhor bar de rock e metal de Campinas, em 2009, a casa foi lacrada pela fiscalização por falta de alvará e nunca mais voltou a funcionar, deixando os fãs do rock pesado órfãos de uma boa casa de show.

 

Cardiac Rock

Cardiac é uma banda de rock formada em Janeiro de 2007 na cidade de Campinas. Com o intuito de mesclar peso, técnica e melodia, as músicas retratam o que cada integrante sente e pensa, com influências de diferentes vertentes musicais.

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Foto: Danilo Corleone

Confira uma entrevista com Jura Sales, vocalista da banda:

Como a banda surgiu?

Alguns anos atrás, após ter tocado em duas bandas de vertentes diferentes e conceituadas na cena independente na época. A ideia era montar algo sem grandes pretensões, junto com os amigos.

Quais suas maiores influências musicais?

Complicado, vai de Chico Buarque a Led Zeppelin.

Qual o estilo da banda?

Segundo o meu Pai, Rock Paulera.

Quais locais em Campinas a banda já se apresentou?

Com certeza em todas as casas de Rock de Campinas.

Qual a situação atual da banda?

Tocando no Brasil todo, em processo de gravação do segundo cd, e fechando uma tour Europeia no inicio do ano.

Qual o futuro que você busca para a banda?

Manter a banda viva, manter os amigos próximos, fazer grandes amizades em cada canto do Brasil. Sem gastar dinheiro, não temos pretensões de viver de banda.

Como você enxerga o cenário atual do Rock em Campinas?

Muitas bandas esperando as coisas acontecerem. Faça você mesmo, chame os amigos, organize o seu evento e bote pra foder! O cenário está um pouco preguiçoso, mas longe de estar morto.

O que falta na cidade de Campinas em comparação ao cenário que tínhamos na década de 90?

Falta incentivo cultural da parte da nossa Prefeitura, mais eventos independentes gratuitos. Como junta tribo, realizado na Unicamp, evento que tocaram bandas desconhecidas na época, como Raimundos, Pavilhao9 e Planet hemp entre outras, bandas que fecharam com gravadoras graças a esse evento regional.

O bom e velho rock’n’roll está morrendo?

Longe de estar morrendo, ele se renova a cada ano, e nos pega de surpresa. Se alguém discordar da minha resposta, é so escutar o novo e velho disco do Black Sabbath.

Conheça algumas músicas da banda!